No contexto da ciência da administração há duas vertentes sobre o conceito de organização. A organização como princípio da administração, conjunto do grupo conhecido pela sigla POCCC (planejar, organizar, comandar coordenar e controlar) conceito clássico.
Atualizado para PODC (planejar, organizar, dirigir e controlar) sintetizado pela escola Neoclássica da administração onde Peter Drucker é um dos seus maiores expoentes.
E o conceito de organização como uma instituição dotada de um conjunto de pessoas, ambiente, processos e insumos.
Os dois conceitos implicam em uma ideia de regularidade, de lógica, que de acordo com Paulo Roberto Motta em seu livro: A ciência e a arte de ser Dirigente. Não é a realidade. Referindo-se a organização como entidade, o autor a define como uma realidade significativamente caótica.
Fato que impacta profundamente a função gerencial.
A visão tradicional de gerência, do decisor racional, do planejador sistemático, do coordenador e supervisor eficiente das atividades organizacionais.
Estudos sobre a função gerencial apontam que a maioria dos dirigentes, quando questionada sobre o seu trabalho, informa que encontra sempre uma carga inesperada de tarefas imprevistas, com reuniões, interrupções e trabalhos administrativos intensos, descontínuos e de natureza variável.
Esses dirigentes revelam também que gostariam de ser mais racionais, ter mais tempo para pensar sobre o futuro e planejar, mas rendem-se à inevitabilidade da fragmentação e do imediatismo da função gerencial.
Do meu ponto de vista, o impacto causado por esses argumentos na rotina acadêmica (universidade) de um estudante de administração de empresas em muitas situações é negligenciado.
Privilegia-se o estudo teórico dos conteúdos em detrimento de estudos de casos complexos e realistas a serem solucionados com base nas melhores práticas de administração. Delegando essa prática, em muitos casos, para o nível de pós-graduação.
O profissional recém-formado ao entrar no universo corporativo sente na pele essa diferença entre o ensino acadêmico e a realidade organizacional. Aproximar essas duas visões em minha opinião é a missão dos professores, especialistas em gestão empresarial e universidades.
Tendo em vista as informações acima. Você está satisfeito com o ensino de administração de empresas atual? O que não precisa e o que deve ser modificado?
A proposta deste texto é debater sobre as diferenças entre o ensino acadêmico e a prática empresarial. Não temos a intenção de esgotar o tema, mas provocar a reflexão. Pense nisso e reveja seus valores.
Participe de nossa discussão.
Referência bibliográfica
MOTTA, Paulo Roberto. Gestão Contemporânea: A Ciência e a Arte de Ser Dirigente.15.ed.Rio de Janeiro: Record,2004,256p.
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