A gestão de empresas é uma ciência social que se consolida através de análises e estudos reais realizados por dirigentes, acadêmicos e consultores empresariais no ambiente de organizações atuantes no mercado. O objetivo desses estudos é comprovar a efetividade de determinadas técnicas e também propor ações inovadoras na área de gestão empresarial. O resultado destes estudos transformam-se em artigos, palestras, livros, entre outros, que comprovam ou não o funcionamento de determinadas ferramentas administrativas e propõe novos direcionamentos em relação à gestão de empresas.
A repercussão destes estudos
interfere na relação das empresas com a sua gestão, na incorporação de novas
tecnologias, modificação de padrões de atuação, métodos e processos, e muitas
vezes conduzem até mesmo a uma modificação nos negócios, afetando a missão e a
visão da organização.
Os profissionais atuantes na
gestão de empresas dirigentes, diretores, gerentes, consultores, empresários,
presidentes rapidamente apropriam-se desses estudos com a intenção de
aplica-los em seus negócios. Reproduzem o conhecimento no ambiente empresarial
de forma didática e pedagógica.
Por que em muitas vezes a aplicação
das novas ferramentas administrativas não dá certo? O erro está na teoria e
aplicação? Na empresa? No consultor contratado para implantação da tecnologia? Na
tecnologia?
As hipóteses são muitas. Mas onde está o erro? Em minha opinião o erro não está
em nenhuma hipótese levantada, e sim, na interpretação e principalmente na
adaptação de tais tecnologias a realidade empresarial encontrada.
Muitos colegas administradores (gerentes,
dirigentes, diretores, empresários etc.) não detêm o conhecimento básico e
fundamental de nossa ciência. Utilizam modelos de planilhas, análises lineares
e/ou complexas, dedicam-se a profundas prospecções baseadas na experiência dos
materiais didáticos. Mas esquecem-se dos fundamentos.
O principal erro é não levarem em
conta o tripé da administração. A ciência administrativa básica parte do
pressuposto da análise deste tripé. Toda organização (empresa) é formada por
pessoas, processos e contexto. Se há mudança de algum desses componentes toda
estrutura terá de ser remodelada. Trata-se do fundamento. É a primeira lição de
todo administrador de empresas.
As condições ambientais, de
pessoal, de processos determinam o sucesso ou não da aplicação das ferramentas
administrativas. A complexidade das organizações é de tal maneira que
dificilmente você vai encontrar a mesma receptividade para aplicação de
instrumentos de gestão do mesmo modo nas diversas empresas.
Mesmo que se utilize a mesma
ferramenta de gestão, o mesmo processo, o resultado será único para cada
contexto para cada pessoa. Essa diferença acontece até mesmo internamente nas
organizações. É fácil perceber quando se trabalha em diferentes departamentos
de uma mesma empresa. O contexto é o mesmo, os processos também, no entanto as
pessoas são diferentes. Já é razão suficiente para termos outros resultados.
A falta de percepção dessa
diferença por parte dos profissionais em funções gerenciais é a principal razão
pelo fracasso na implantação de todo e qualquer projeto gerencial. Com este
artigo pretendo conscientizar nossos dirigentes/administradores sobre essa
realidade.
A ciência da administração
contribuiu e tem muito a valorizar nossa sociedade com os seus conhecimentos. A
conscientização dos dirigentes sobre o tripé da administração é fundamental
para evitar erros e prejuízos financeiros. Pense nisso e reveja seus
pensamentos sobre a ciência da administração.
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